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Hábitos alimentares de crianças e adolescentes

A prática alimentar saudável e balanceada desde a infância é de suma importância para o crescimento e o desenvolvimento intelectual. Além de prevenir os distúrbios nutricionais, como anemia e obesidade; reduz o risco de manifestação de doenças crônicas não transmissíveis, como diabetes, hipertensão arterial, obesidade, doenças cardiovasculares...

Acompanhando as diferenças no processo dinâmico e contínuo, porém não constante do crescimento, a alimentação de pré-escolares e escolares também apresenta fases de maior e menor ingestão de alimentos. Nesta fase são formados os hábitos e atitudes que predominam ao longo de toda vida. O estabelecimento de uma alimentação adequada depende de uma relação positiva entre todos os fatores envolvidos no processo, proporcionando oportunidade de desenvolver habilidades para alimentar-se, aceitar uma variedade de alimentos, e socializar em torno da comida.

É normal a rejeição das crianças em experimentar novos alimentos, essa relutância é conhecida como neofobia, ou seja, a criança se nega a degustar qualquer tipo de alimento desconhecido e que não faça parte de suas preferências alimentares. Os alimentos preferidos são os de sabor doce e muito calóricos. Essa preferência ocorre porque o sabor doce é inato ao ser humano, não necessitando de aprendizagem como os demais sabores. Cabe aos pais, portanto, colocar os limites quanto ao horário e quantidade.


No Brasil, tem sido detectada a progressão da transição nutricional, caracterizada pela redução na prevalência dos déficits nutricionais e ocorrência mais expressiva de sobrepeso e obesidade em crianças e adolescentes. As causas estão ligadas às mudanças no estilo de vida e aos hábitos alimentares.
Foto: Corbis
A alimentação é um aspecto tão importante na adolescência quanto na infância, pois contribui para criar e manter bons hábitos alimentares para toda a vida, além de satisfazer as necessidades nutricionais, propiciando peso e desenvolvimento adequados de massa óssea e muscular, intensos nesse período. Nesta fase há um aumento do consumo de lanches e fast foods entre as refeições, esta atitude pode ser justificada pela falta de tempo disponível para dedicar a uma refeição, preferências individuais, modismo e por ser uma refeição que pode ser feita com os amigos. Atualmente, crianças e adolescentes, passam, gradativamente, maior tempo fora de casa, na escola e com os amigos que, também, influenciam na escolha dos alimentos e estabelecem o que é socialmente aceito.
Foto: Corbis
O consumo alimentar tem sido relacionado à obesidade não somente quanto ao volume da ingestão alimentar, como também à composição e qualidade da dieta. Além disso, os padrões alimentares também mudaram, explicando em parte o contínuo aumento da adiposidade nas crianças, como o pouco consumo de frutas e hortaliças, o aumento no consumo de guloseimas (bolachas recheadas, salgadinhos, doces) e refrigerantes, bem como a omissão do café da manhã.

As crianças e adolescentes têm poucos conhecimentos em nutrição e hábitos alimentares, evidenciando que a mídia tem veiculado mensagens insuficientes e ineficazes de hábitos alimentares mais saudáveis. Portanto, a família é a primeira instituição que tem ação sobre os hábitos do indivíduo. É responsável pela compra e preparo dos alimentos em casa, transmitindo seus hábitos alimentares aos seus filhos. 

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