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Procurando meus caminhos – A obesidade (ou não) como um meio de vida





Artigo elaborado pela psicóloga Sylvia Correa de Moraes da Pleno Ser.

Chá seca barriga, dieta do papaya verde,  dieta da papinha....e por aí vai a infinidade de frases chamativas as quais somos bombardeados todos os dias. Que jogue a primeira revista quem nunca sucumbiu a tentação de comprar uma destas revistas por contas do  milagre das dietas e acabou  na cozinha montando o pavê de bombom da página seguinte. Somos assim contraditórios, esperançosos, preguiçosos talvez, mas definitivamente prazerosos. Seja lá qual for  a desculpa para comer, basicamente comemos para satisfazer nossas emoções.  A necessidade básica do organismo que necessita de energia para funcionar, fica para trás a partir do momento que nossos sentidos entram em ação.  Comemos com os olhos,  quando temos um prato colorido, com o olfato quando os cheiros nos  remetem a boas lembranças, com o tato, quando podemos tocar a comida (alguém come pipoca com garfo?), e claro com o paladar quando deixamos os sabores invadirem nossa língua. A comida assim como a droga é uma fonte de prazer, e como tal pode nos levar aos abusos.

Mas por que abusamos?
Se levarmos em consideração que os sentidos estão presentes no ato de comer,  e que a comida é boa de colo, nos afaga e não pede nada em troca, está aí uma boa soma para o abuso. Conhece alguém que se mata da comer alface por prazer? 

Existem momentos na vida em que perdemos o rumo, não sabemos bem por onde iniciar novamente, nos sentimos isolados  ou com a auto estima rebaixadíssima, outros onde estamos esperando ansiosamente  por uma resposta. Onde nos consolamos? No amigo sorvete,  na quantidade exagerada de gorduras, bebidas,  chocolates, enfim naquilo que há de mais prazeroso. 

Um movimento contra as gostosuras?
De maneira alguma penso em levantar a bandeira da alimentação perfeita neste artigo, mas gostaria de deixar claro que o que faz a diferença entre o  alimentar-se e suicidar-se é a maneira como ingerimos a comida. Quantas vezes você tem consciência da emoção que está comendo? Ou o por que está abusando do terceiro pedaço de bolo?
Existem motivações que nos levam a comer sem nos darmos conta, inclusive hábitos familiares, repetimos  papéis que aprendemos sem questionar. 

Comemos emoções?
Todos  temos momentos difíceis em nossas vidas, algumas vezes um período depressivo, carência afetiva ou solidão podem gerar um desconforto emocional, o qual poderá ser solucionado com a comida.
Casos mais complexos como abusos sexuais, abandonos, brigas familiares ou mudanças bruscas em nossas vidas, como a perda de um ente querido ou a descoberta de um segredo, podem ocasionar um abuso alimentar, temporário, ou não.

Para finalizar....
Todos temos o direito a encontrar nossos verdadeiros caminhos, buscar a felicidade e viver em equilíbrio.  Cada um , em seu momento, saberá como e quando buscar o profissional adequado e iniciar seu novo projeto de vida. Pense nisso!

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